Orientação Profissional não é Teste Vocacional

O que é, para que serve e quando fazer uma Orientação Profissional





No Instituto Viae falamos muito em “Orientação Profissional” e em “Orientação de Carreira”, mas muitas pessoas ainda não sabem o que isso significa.


Como são dois processos que podem ajudar (praticamente) todo mundo nos momentos mais importantes da vida, queremos que você saiba o quanto antes do que se trata.

Então venha entender, de uma vez por todas, 
o que são essas orientaçõespara que servem e quando você (ou alguém próximo a você) deve fazê-las.

Vamos ser diretos. 

Tanto a Orientação Profissional quanto a Orientação de Carreira são processos que te ajudam a tomar decisões e a fazer escolhas.

O nome delas nos faz pensar imediatamente em decisões/escolhas relacionadas ao trabalho, mas o que se aprende nesses processos vai muito além. O objetivo deles é te ensinar técnicas e exercícios práticos que vão te auxiliar a fazer qualquer escolha na sua vida, e isso é algo muito maior do que a sua profissão ou carreira. Quer ver só?

Você já parou para pensar em QUANTAS decisões você toma em um único dia?

Você escolhe que roupa usar
Você decide o que vai comer (várias vezes no mesmo dia!)
Você escolhe quando vai responder as pessoas que estão te demandando coisas, e se vai responder
Você decide se vai se exercitar ou não
Você decide o que vai fazer primeiro, e o que vai fazer em seguida
Você escolhe se vai cumprir seus compromissos ou se vai buscar formas de ignorá-los ou adiá-los
Etc. etc. etc.


Você está o tempo todo escolhendo, mesmo que nem sempre você perceba. O seu cérebro trabalha constantemente na resolução dessas questões diárias, procurando encontrar a solução mais adequada para você.

Agora vamos pensar em uma cena específica para ilustrar a quantidade colossal de escolhas que fazemos a todo momento. Imagine que você está indo tomar sorvete em uma sorveteria. Parece uma cena corriqueira e simples demais?

Bem, veja quantas decisões você precisar tomar:


Em qual sorveteria você irá
Quanto você poderá gastar
O recipiente que vai utilizar para tomar o sorvete
A quantidade de sorvete que vai consumir
O sabor (ou sabores) do sorvete
Os acompanhamentos do sorvete
A forma de pagamento que você vai utilizar
Onde você vai se sentar para consumir o sorvete
Qual sabor você vai provar primeiro

Agora responda com sinceridade: você tinha levado tudo isso em consideração?

O mesmo processo acontece quando consumimos outros produtos ou serviços, quando nos relacionamos com outras pessoas ou fazemos nossas tarefas cotidianas. Tomamos MUITAS decisões.

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Mas vamos voltar à sorveteria.

Como você decide cada um dos pontos anteriores?

Pense sobre isso: o que te faz escolher um sabor e não o outro? O que te faz  pagar o sorvete de determinada forma? O que te faz se sentar no lugar em que você se senta?

Quando você pensa sobre essas perguntas, você está pensando em quais são os seus CRITÉRIOS DE ESCOLHA, aqueles pontos positivos e pontos negativos (vantagens e desvantagens) que você vai colocando na balança até fazer a sua escolha.

Às vezes, nós não refletimos muito antes de tomar uma decisão. Na hora de pagar pelo sorvete, por exemplo, pode ser que você tenha ficado um pouco desesperado pois o atendente estava te olhando de forma impaciente, e aí você pagou com a primeira coisa que viu pela frente: seu cartão de crédito. Se você tivesse refletido um pouco mais sobre a questão, pode ser que tivesse feito o pagamento com as moedas que estavam escondidos na carteira, um peso que você estava levando para lá e para cá há semanas. Mas a impaciência do atendente te fez escolher outro caminho. É isso: até mesmo o olhar do atendente para você é um critério de escolha, porque te fez agir de um determinado jeito, e não de outro.

Vamos ser francos: nós não ficamos o tempo todo fazendo cálculos conscientes sobre o que vamos decidir. Às vezes, a gente age no piloto automático mesmo, e só adota um caminho porque nem avaliamos os outros.

Mas são TANTAS coisas que influenciam as nossas escolhas diárias que se quisermos fazer escolhas mais conscientes e maduras precisamos realmente começar um exercício de prestar atenção 1) em nós mesmos, 2) em nossas opções de escolha, 3) na forma como escolhemos e 4) na forma como lidamos com as consequências dessas escolhas.

É por isso que falamos em PROCESSO ao falar em Orientação Profissional e de Carreira. Se esse tipo de orientação nos ajuda a fazer escolhas e tomar decisões, não faz sentido serem acontecimentos rápidos, não é mesmo? Precisam mesmo ser um prooo-ceeeee-ssoooo, uma caminhada, um desenvolvimento,  para que consigamos compreender, de forma ampla, todo o universo que existe dentro da nossa mente quando se trata de fazer escolhas.

É como um exercício de jardinagem: se você nunca cuidou de plantas antes, precisa começar a observar qual é a quantidade ideal de luz para a sua plantinha, com qual frequência você deve regá-la, e como ela requer que você cuide da terra. Para entender todos esses aspectos, dias vão ter que se passar, você vai precisar tomar notas e analisar os resultados. Só assim você vai entender quais são os cuidados que fazem a sua plantinha crescer de forma mais rápida e saudável. Depois de conhecer sua planta e entender tudo que influencia o crescimento dela, você vai adotar critérios de cuidado com mais compreensão e consciência – o mesmo vale para seus critérios de escolha!

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Você toma melhores decisões quando entende melhor:

O seu funcionamento
A pressão que as pessoas exercem sobre você
Suas expectativas
Seus objetivos
Quais são as suas possibilidades
Quais são as suas limitações e medos
Quais caminhos você está mais viciado em adotar
Como você lida com as consequências das suas decisões

E é com todos esses pontos que a orientação busca te ajudar!

 
Para que serve a Orientação Profissional e de Carreira

Já que entendemos que processos de Orientação Profissional e de Carreira nos ajudam a fazer escolhas, vamos pensar em porque eles têm essas palavras misturadas: “profissional” e “carreira”.

Pensando nas escolhas que fazemos durante a vida, a escolha profissional é uma das mais difíceis. Em termos de opções, hoje temos no Brasil 352 cursos de Ensino Superior, incluindo cursos tecnológicos e interdisciplinares. Isso sem contar cursos técnicos, cursos livres, cursos no exterior, e claro, a possibilidade de escolher não fazer nada disso.

Para complicar ainda mais, essas opções também estão sujeitas a evoluções sociais, políticas e tecnológicas. Por exemplo: o que costumava ser um curso almejado na década de 80, como a datilografia (para aprender a digitar mais rápido na máquina de escrever), hoje é quase desconhecido. E o que antes nunca foi imaginado, como a carreira de social media, é hoje uma profissão em alta no mercado.


Além desses, existem muitos outros fatores envolvidos na escolha profissional. Existe a sensação de determinismo, aquele sentimento que faz a escolha profissional parecer um caminho sem volta, que vai determinar o resto da nossa vida.

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Esse determinismo nos pressiona, mas não é só ele. Pode ser que o que dificulte a escolha seja o fato de o nosso desejo profissional ser conflitante com o desejo de nossos pais e familiares, ou talvez o que dificulte seja a falta de confiança em nós mesmos, afinal, fazemos essa escolha ainda muito jovens. Talvez seja a dúvida entre fazer o que gostamos ou o que acreditamos que vai dar mais dinheiro. Ou ter que mudar de Estado para fazer uma faculdade pública, e assim ter de deixar a família e os amigos. Ou o fato de parecer que não gostamos de nada. Ou que gostamos de muita coisa. A falta de informação sobre os cursos e conhecimento da vida prática desses profissionais. O grau de dificuldade dos vestibulares. A dificuldade de se planejar nos estudos. Até a liberdade de escolher pode não ser realidade para algumas pessoas, e o problema é exatamente o oposto: a falta de opções e os fatores sociais responsáveis por isso. Infelizmente, não temos todas as portas abertas diante de nós, e precisamos ter consciência disso também.

Não existem verdades absolutas, tampouco um só motivo que dificulta a escolha profissional. Pode ser um motivo, pode ser outro, ou pode ser uma soma de fatores. E esse é um dos pontos que a Orientação Profissional e de Carreira ajuda a desvendar. Quando desconhecemos nossas razões, não sabemos o que nos prende, mas quando compreendemos quais são essas razão, podemos trabalha-las. A orientação auxilia no momento de crise da escolha, esclarecendo suas dúvidas e conflitos, retomando sua história de vida, e te ajudando a encarar de frente o seu momento presente e seus desejos para o futuro.

Muitas pessoas tomam decisões no seu percurso profissional sem avaliar suas possibilidades, e, às vezes, nem sabem que têm possibilidades!

Além disso, por razões culturais, muitos não acreditam que podem fazer uma nova escolha de carreira ou que podem encontrar outro caminho para alcançar as suas metas. Mas para trabalhar estes pontos, a pessoa tem que ter claro para si, antes, quais são suas metas.

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E sabe o que pode ajudar a colocar tudo isso a limpo? Isso mesmo!  A orientação.       
                                        

Podemos entender assim:

Orientação Profissional” (ou até mesmo “Orientação vocacional”) é um conceito mais utilizado para indicar o processo que é feito com pessoas que estão decidindo qual curso ou atuação profissional vão escolher.

Já “Orientação de Carreira” é mais utilizada para indicar o processo que é feito com quem está avaliando caminhos para se desenvolver dentro da carreira ou profissão que já exerce.

Quando fazer uma Orientação Profissional ou de Carreira

Já sabemos que escolhemos o tempo todo, que temos critérios de escolhas (conscientes ou não), que nossas escolhas têm consequências e que nem sempre escolher é fácil

Barry Schwartz, psicólogo estadunidense, explica que é mais difícil fazer uma escolha quando temos muitas opções, e que, paradoxalmente, ficamos mais insatisfeitos com as escolhas que fazemos nesses casos. Você já passou por aquela situação de ter que escolher uma roupa para uma festa, experimentar várias das roupas que você tem no seu armário e, no fim das contas, não se sentir completamente satisfeito com o look que escolheu?

Quando temos muitas opções, nós ficamos imaginando tudo aquilo que poderíamos ter escolhido, e isso nos induz ao arrependimento. Ficamos insatisfeitos, porque pensamos que poderíamos ter feito uma escolha melhor! As opções que a gente não escolhe acabam parecendo mais interessantes, porque elas vivem na nossa imaginação, e não na realidade. E, convenhamos, tudo parece melhor na fantasia!

Escolher envolve abrir mão de algo, e, por isso, assumir os riscos e a responsabilidade pelas escolhas feitas não é simples. Mas se você consegue justificar (principalmente para você mesmo) porque você optou ir por um caminho e não por outro, sua escolha fica mais leve e tem mais sentido para você!

Você sente que suas escolhas não estão tão leves ou não fazem tanto sentido quanto você gostaria? Então este pode ser um bom momento para se beneficiar de uma Orientação Profissional e de Carreira.

Ainda hoje vemos a ideia da “vocação” atrelada à escolha profissional. A vocação muitas vezes é entendida como o chamamento de uma pessoa para exercer determinada atividade, função ou profissão, se misturando com os termos “aptidão” e “talento”. Segundo essa ideia, cada pessoa teria que descobrir sua vocação, seu dom, aquilo que é chamado para fazer. É o antigo conceito “o homem certo para o lugar certo”, como se existisse o ajuste exato entre o homem e sua profissão.

Mas será que existe o curso certo ou a profissão perfeita para cada um? A resposta é: não! Para ambas as questões não existe uma resposta simples e direta, pois a escolha profissional não é como um raio-x que mapeia suas habilidades e dá “match” com uma profissão ideal para você. A escolha profissional, na verdade, ocorre a partir de um processo de construção, de criação de sentido entre você - quem você é e quem deseja ser - e o seu fazer profissional.

É importante refletirmos que as características de nossa personalidade não são boas nem ruins, elas apenas nos distinguem dos demais, nos tornam únicos. E estas características não são fixas nem determinantes de algo (muito menos da profissão), pois podemos desenvolver novas características, e até apresentar outro jeito de ser, dependendo da situação.

Por exemplo: uma pessoa mais introvertida pode, em um ambiente descontraído e em meio a colegas, se comportar de maneira mais comunicativa ou, ainda, ela pode vir a desenvolver aos poucos seu lado comunicativo. Ou seja, não é só porque você tem dificuldades em fazer uma apresentação na sala de aula que você deve descartar a possibilidade de uma carreira como professor... Se você descarta a carreira de professor, essa decisão precisa estar fundamentada em justificativas mais sólidas e congruentes. O fato importante aqui é que somos capazes de desenvolver novas habilidades, se for preciso!

Além disso, será que fazer um curso de graduação já é garantia de um bom emprego após a conclusão do curso? Será que o diploma do ensino superior é o único caminho para o sucesso?

Precisamos reconhecer que o conceito de “sucesso” é bastante relativo e pode ser diferente de uma pessoa para outra (às vezes se diferencia até entre pessoas de uma mesma família).

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Sucesso pode ser: ter um bom emprego, ter seu próprio negócio, ser reconhecido pelo que faz, ter um alto salário, conquistar uma boa qualidade de vida, fazer um curso técnico e trabalhar na sua área, alcançar a realização profissional, ser autônomo, etc. etc. etc. Você já pensou no que é sucesso para você? Um processo de orientação também pode te ajudar a esclarecer quais são os seus valores e de quais objetivos você não deseja abrir mão.

Muita ajuda listada até aqui, hein?

Quem é o orientador


Mas quem é a pessoa que faz a Orientação Profissional ou de Carreira?

Primeiramente é preciso explicar que já fazem algumas décadas que teóricos do mundo todo desenvolvem teorias sobre a escolha profissional. Isso significa que já existe todo um corpo teórico sobre o comportamento humano de escolher um caminho profissional e sobre como ajudar pessoas que estão nesta situação.

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Por causa disso, hoje também existem cursos complementares (como especializações) para aqueles que desejam estudar a fundo essa teoria e se tornar um orientador profissional, apto a auxiliar aqueles que estão passando pelo momento de decisão.

Lá no início dissemos que a Orientação Profissional auxilia na tomada de todo tipo de decisão pois o comportamento humano é estudado de forma ampla no campo da orientação.


É por esse motivo que é muito comum que orientadores profissionais sejam psicólogos por formação. Já que estudam o comportamento e a mente humana em seu processo de formação, os psicólogos compreendem com mais profundidade aspectos do comportamento e os elementos que podem nos ajudar ou atrapalhar a tomar decisões. Os psicólogos, principalmente após estudar mais sobre Orientação Profissional, sabem bem que o desenvolvimento do autoconhecimento é fundamental para que as pessoas tomem decisões com maior consciência. Eles também conhecem ferramentas importantes que ajudam as pessoas a perceberem suas capacidades e a lidarem com seus medos e inseguranças.

Então, profissionais de outras áreas
também podem 
se especializar
como orientadores profissionais,

mas pode ser que trabalhem com
perspectivas 
diferentes daqueles
que cursaram Psicologia.



Porém, para ser orientador profissional não basta fazer um curso ou estudar a teoria que já existe. É preciso estar antenado com as mudanças do mercado de trabalho, além de exercitar uma visão de futuro e ter uma postura crítica, refletindo constantemente sobre os elementos culturais, sociais, históricos e tecnológicos que influenciam a vida das pessoas e o mundo profissional.

O mais importante, contudo, é que o orientador profissional não é uma pessoa com respostas fechadas ou com fórmulas prontas de desenvolvimento pessoal. Pelo contrário, é um profissional que ajuda o orientando a construir suas próprias respostas e suas próprias ferramentas de desenvolvimento de si.

Não é possível prever e planejar todo o nosso futuro apenas com a escolha da profissão. É importante sim pensarmos nos nossos sonhos e planos de ações, mas é necessário que haja espaços para novas ideias e caminhos - flexibilidade esta que é trabalhada na Orientação Profissional.

A ideia é produzir ferramentas tão úteis que após o processo o orientando seja capaz de fazer o trabalho novamente utilizando as ferramentas já construídas - o que facilita a tomar decisões futuras, que às vezes nem dizem respeito à carreira.

O orientador profissional é a pessoa que ajuda o orientando a perceber que  não existe escolha perfeita ou escolha certa, existe sim a escolha mais adequada para o momento de vida em que se está, e que o orientando é o único que pode avaliar de maneira mais sincera o que faz sentido para ele naquele determinado momento.

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É por isso que uma das palavras-chave é “autoconhecimento”: só quem olha para dentro de si pode criar sentido para o seu fazer profissional.

Assim, o orientador profissional ajuda o orientando a:

1) Entender quais são seus critérios de escolha

2) Fazer o cruzamento dos cursos/profissões que tem em mente com os critérios estabelecidos

3) Construir roteiros de pesquisa com o que ainda se precisa descobrir sobre os cursos/profissões que tem em mente

4) Avaliar e ponderar as informações que sem tem sobre os cursos/profissões e sobre o mercado de trabalho

A orientação dentro do Instituto Viae

No Instituto Viae, a Orientação rofissional e de Carreira acontece de várias formas. Até porque foi por esse motivo que o Instituto nasceu.

Em todo conteúdo que compartilhamos, buscamos formas de refletir sobre os elementos que são trabalhados na orientação. Acreditamos na importância de conscientizar a população de que o tema da escolha profissional é muito mais amplo do que costumamos pensar, uma questão que precisa ser cuidada com aquele mesmo amor e dedicação com os quais cuidamos da plantinha. E, principalmente, buscamos mostrar que esse assunto é SÉRIO, pois impacta no bem-estar e na saúde mental e emocional da população, influenciando na qualidade das nossas relações sociais.

Para ajudar de forma mais prática e intensa aqueles que estão no momento de crise, bem no momento de tomar a decisão, desenvolvemos conteúdos mais focados, como o curso online AS PRINCIPAIS DICAS PARA ESCOLHER A SUA PROFISSÃO, que foi construído por diversos psicólogos e/ou orientadores profissionais e traz com bem mais detalhes os pontos que mencionamos aqui. Para ajudar de forma mais dinâmica e divertida, criamos a calculadora JÁ SEI O SUFICIENTE PARA ESCOLHER A MINHA PROFISSÃO?”.


A escolha ou reescolha profissional não pode ser feita de forma impulsiva, pois requer reflexão. Mas é fácil encontrar por aí promessas fáceis de resolver esse problema: “Faça agora seu teste vocacional”. Tentador, não é mesmo? Seria maravilhoso ter uma resposta mágica para a questão, mas não funciona bem assim...

É muito comum que testes vocacionais (principalmente de Internet) não tenham validação científica e não sejam baseados em nenhuma teoria comprovada. Mas será que isso é um problema?

Imagine o seguinte: quando vamos ao médico e precisamos de um remédio, não é qualquer substância que podemos tomar, não é mesmo? Tem que ser uma substância que passou por análises, foi testada em diversas pessoas, foi comprovada como sendo efetiva em vários casos similares. Então, se estamos com uma dor de cabeça, uma balinha não vai resolver. Pode até melhorar um pouco o nosso humor, por ser uma balinha gostosa. Mas não tem nada comprovado ou validado cientificamente sobre a eficácia das balas nos casos de dor de cabeça, certo? A mesma coisa acontece com os testes... Eles também precisam passar por estudos, análises e comprovações, o que não é o caso da maioria dos testes aleatórios que encontramos nas mídias sociais.

Um teste desses normalmente te faz algumas perguntas sobre coisas que você prefere e como você agiria em determinadas situações, e, então, como resultado, informa alguma característica de sua personalidade e encaixa em uma ou mais opções de profissão. Por exemplo, o teste poderia indicar que você é uma pessoa comunicativa e, que, portanto, deveria fazer Publicidade e Propaganda. Mas dificilmente isso resolve a sua vida. Vários pontos de interrogação ainda permanecem lá:

“Mas e se eu não gostar de Publicidade? O que faz um publicitário mesmo? Só porque sou comunicativo tenho que trabalhar na área de comunicação? Será mesmo que precisa ser comunicativo para trabalhar com Publicidade? Ser comunicativo é algo que me define e que, portanto, tem que definir minha profissão?”

Um grande risco desses testes online é colocar as profissões (e nós mesmo) dentro de caixinhas prontas com características específicas e tentar encaixar umas dentro das outras. E já vimos que nós somos muito mais do que caixinhas, não é?

Bom, aí você pode perguntar: “Mas e na Orientação Profissional? O psicólogo também vai aplicar testes para descobrir qual deve ser minha profissão, não vai?”.

Existem sim alguns testes que podem ser utilizados por psicólogos em um processo de Orientação Profissional. Eles são testes psicológicos, que possuem a tal da validação científica, são regulamentados pelo Conselho Federal de Psicologia e só podem ser aplicados por psicólogos - profissionais que foram treinados para isso. Além disso, o objetivo destes testes não é dar uma resposta, mas sim ser mais uma ferramenta para o levantamento de informações, estimulando a exploração do autoconhecimento e a discussão dos resultados. Sempre abrindo possibilidades ao invés de fechar.

O uso de testes de forma isolada, a nosso ver, pode levar a uma escolha feita sem reflexão, com pouco autoconhecimento e sem conhecimento real da realidade profissional, o que pode levar a frustrações posteriores.

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Atualmente, há muitos psicólogos especialistas em Orientação Profissional que não usam testes, e sim outras ferramentas, como entrevistas e dinâmicas que facilitam o processo de conhecer a si mesmo e de construir seu eu no mundo. Isso não quer dizer que todos os testes são triviais ou dispensáveis, mas sim que depende de como cada profissional identifica a demanda do orientando e o auxilia no processo.

O ponto é: um bom processo de orientação vai muito além de uma bateria de testes. Para uma escolha autônoma e consciente, é necessário um olhar mais amplo. É preciso conhecer mais sobre si, suas motivações, valores, expectativa de futuro profissional, mundo das profissões, rotina de trabalho, grade curricular do curso, enfim, muito mais coisas que não são possíveis de ser apreendidas só pelo teste, mas que podem ser alcançadas com um bom processo de Orientação Profissional e de Carreira.

No Instituto Viae estes processos acontecem atualmente de forma online, o que significa que de qualquer lugar do país você pode ser atendido por um orientador da equipe, em conversas semanais que vão buscar compreender em qual momento de escolha você está e quais ferramentas te auxiliarão mais.

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O orientador estará lá para te dar todo o suporte para que você passe pelo momento de decisão com condições de realizar uma escolha com mais autonomia e segurança. Por isso, mesmo que você já tenha uma carreira preferida ou em curso, mesmo que já exerça uma profissão, este pode ser um acompanhamento importante para desenvolver planos de ações e evitar que haja uma idealização da carreira perfeita, que pode desencadear frustrações.

Muitas vezes, a pressão para escolhermos logo e definirmos um nome de profissão enrijece o nosso processo de escolha e aumenta a pressão que sentimos. E é justamente isso que testes isolados acabam reforçando: o foco fica na escolha, e não no indivíduo que escolhe. A Orientação Profissional auxilia sim no processo de escolha, mas sempre valorizando o caminho a ser seguido. Afinal, a carreira nada mais é que um caminho também.

Metaforicamente, pode-se pensar que a profissão é uma estrada cheia de curvas, declínios, obstáculos, flores, sol e chuva. Isso quer dizer que necessariamente haverá coisas incríveis, mas também coisas difíceis de lidar. A escolha da carreira é apenas uma das curvas nessa estrada. Passa-se por cursos, qualificações, ambientes de trabalho, equipes, chefes, autogestão, e vários outros acontecimentos. Conhecer a si mesmo ajuda a administrar os próprios recursos para lidar com as adversidades e saber comemorar nas partes boas.


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Em outras palavras, não importa tanto escolher, mas aprender a escolher. A Orientação Profissional não tem o objetivo de te mostrar uma caixinha, mas sim de te proporcionar ferramentas para que você construa a sua própria caixinha, aquela que lhe servirá mais e que fará mais sentido dentro da sua trajetória.

Por isso, conte conosco, o
Instituto Viae tem uma equipe de orientadores profissionais para te ajudar a escrever a sua própria história. 



Texto | Isis Graziele, Camila Tereno, Camila Polese, Cristina Abrantes e Julia Leme 
Revisão | Ana Caroline Dias e Thaís Vectore

Aqui fica o conteúdo do Post...Aceita HTML, portanto você pode montar o conteúdo do jeito que quiser!!!

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